sábado, 2 de março de 2013

Dworkin, um socialista de Paris


Estou acabando de ler Justiça para ouriços, último livro de Dworkin. Trata-se de mais um socialista de Paris, definição perfeita (acho que é mais uma de Roberto Campos) para aqueles que querem melhorar o mundo, tornando-o mais igualitário, de seus apartamentos na Champs Elysees.
A visão do autor de que o Estado é o único capaz de distribuir riquezas demonstra quão fora da realidade estava.
E, para argumentar contra tal ideia, não há necessidade de refinamento teórico. Basta ser brasileiro. Existe um Estado tão caridoso, que tenha propósitos tão bons e bonitos, que queira tão bem o povo quanto o brasileiro? Duvido muito.
A Constituição é um manancial de boas intenções. E o que temos? Um Estado paquidérmico, corrompido até a medula, governado por uma classe de políticos que não seria capaz de gerir uma empresa de R$ 1,99 (parece que nossa presidente faliu a sua), mas que tem muito amor no coração (e dinheiro nos bolsos).
Na verdade, e prova disso há aos borbotões, quanto menos o Estado interfere na economia e na vida privada das pessoas, melhor ele é.
A diferença entre os socialistas de Paris e os conservadores é clara. Estes confiam nas pessoas, na capacidade que elas têm de produzir a própria felicidade; aqueles acreditam ser escolhidos para guiar o povo, que jamais conseguiria sair da miséria se não fosse graças a essa classe iluminada (é claro que isso custa um pouco, como bem demonstra nosso ex-presidentes Lula, o mais novo milionário do pedaço).
Por isso cheguei a uma conclusão. Daqui pra frente, lerei só livros de quem sabe fazer, nem que seja do Donald Trump.
Ps. Comparar Dworkin a Miguel Reale é brincadeira. Os EUA estão uma porcaria por causa de Dworkins, Obamas, Clintons e Carters. Nós somos uma porcaria porque não damos atenção aos nossos poucos Reales.