domingo, 20 de outubro de 2013

Aos doutores da lei


Quando vos olho,
Sinto pena de mim.
Tomara que não sejais
Os juízes condenados
Que me hão de julgar
Em meu triste fim.

Um quê pesaroso,
Há sempre em vossos rostos,
Dolorosos e enlutados.
Parece que não rides,
Mas imagino que não,
Não há de ser
Pela minha alma, a razão
De estais a tristemente
Chorar por toda a eternidade,
Eternizando a dor, de não
Ser eu uma unânime santidade.

Peço-vos para que não choreis,
Se por mim haveis chorado,
Pois ao menos nessa terra,
Cometi o impropério,
O desatino de não vos escolher,
Oh, Doutores da Lei,
Os tutores d`minha alma,
A alma de um esfarrapado.